Vacinação de turistas e pessoas sem documentos é liberada na Florida


Medida abre caminho para a imunização de turistas, pessoas sem documentos e facilita o "turismo da vacina" no estado americano.


Vacinação de turistas nos EUA
Maiores de 16 anos podem se vacinar na Flórida a partir desta sexta-feira sem apresentar comprovante de residência

Notícia fresquinha!

Está na capa dos grandes jornais hoje.

Maiores de 16 anos podem se vacinar na Flórida a partir desta sexta-feira sem apresentar comprovante de residência
Flórida facilita imunização de não residentes

Maiores de 16 anos podem se vacinar na Flórida a partir desta sexta-feira sem apresentar comprovante de residência, anunciaram autoridades de saúde, o que abre caminho para a imunização de pessoas sem documentos e facilita o "turismo da vacina" no estado americano.


A pandemia de coronavírus foi responsável por uma série de mudanças. Depois que o vírus se espalhou mundo afora, os países uniram esforços para realizar a contenção da doença, produção de testes e, o mais importante e mais esperado: a criação das vacinas.


A mobilização foi tanta que foi a primeira vez na história que uma vacina foi produzida de forma tão rápida, com disseminação tão urgente.

Afinal, inúmeros países já iniciaram suas campanhas de vacinação e, em alguns deles, boa parte da população já foi imunizada.


Em outros países, no entanto, o acesso à vacina não é tão simples. Seja pela desorganização para compra delas, armazenamento ou mesmo pela logística, há Estados que seguem lentos no processo de imunização de seus cidadãos.


E, para sair na frente e ser vacinado logo, uma série de pessoas tem investido em viagens internacionais, com intuito de receber o imunizante em países nos quais as campanhas já estão mais avançadas: é o que chamam de “turismo da vacina”.


A maior procura pelos imunizantes vem de brasileiros e mexicanos.


Como não conseguem voar diretamente do Brasil para os EUA, muitos brasileiros tem buscado rotas alternativas para viajar para a América.


A mais comum delas tem sido viajar primeiramente para o México, em especial Cancun, e lá permanecer por 14 dias (tempo de quarentena exigido pelas autoridades americanas) e de lá solicitar a entrada nos Estados Unidos apresentando o passaporte com visto americano e o resultado negativo de um teste de covid-19 feito em até 3 dias antes da viagem.


Para responder à chegada de turistas ávidos pela imunização em janeiro, quando as vacinas contra a Covid-19 ainda eram escassas, a Flórida havia imposto a apresentação de comprovante de residência para liberar a aplicação do imunizante.


A medida afetou as pessoas sem documentos, muitas das quais não possuem habilitação, contratos ou contas no próprio nome, o que levou legisladores e ativistas a pedirem ao governador, Ron DeSantis, que eliminasse essa barreira.


Agora que mais de 6 milhões de pessoas já se vacinaram no estado e a demanda é menor, o Departamento de Saúde anunciou na noite de ontem que reverteu sua decisão de janeiro, e que as vacinas estarão disponíveis "para todos que sejam residentes ou estejam na Flórida com o propósito de oferecer bens ou serviços em benefício dos residentes e visitantes do estado".


As pessoas sem documentos poderão se vacinar apenas indicando verbalmente que vivem ou prestam serviço no estado.


A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine-Cava, democrata, comemorou hoje a mudança: "É uma vitória para todos que chamamos de lar a nossa comunidade".


A decisão, no entanto, também facilita o chamado "turismo da vacina", que o obstáculo imposto em janeiro pretendia conter.


"Os benefícios de abrir a vacinação para os sem documentos são muito maiores do que a necessidade de limitá-la para evitar os turistas", defendeu Guadalupe de la Cruz, da ONG de justiça social American Friends Service Committee, da Flórida.


A restrição anterior não impedia turistas de se vacinarem na Flórida. Desde janeiro, latino-americanos burlavam de forma criativa a necessidade do comprovante de residência, apresentando contas bancárias com endereço nos Estados Unidos ou contratos temporários de aluguel pelo site Airbnb, por exemplo, que eram posteriormente cancelados.


Os voos do aeroporto da Cidade do México com destino aos Estados Unidos estão lotados.


Milhares de mexicanos embarcam em busca de um produto ainda raro em seu país: a vacina contra a Covid.


Para viajar, eles apresentam um visto de turista, um teste PCR negativo e um agendamento prévio para a vacinação em uma farmácia americana.


Em 12 de janeiro de 2021, o CDC emitiu uma ordem exigindo que todos os passageiros aéreos chegando aos Estados Unidos vindos de um país estrangeiro tenham sido testados no máximo 3 dias antes da partida do vôo e que apresentem prova do resultado negativo ou documentação de ter se recuperado da COVID-19 para a companhia aérea antes de embarcar no vôo. Esta Ordem entrou em vigor em 26 de janeiro de 2021.





Esta exigência se aplica, inclusive, aos cidadãos americanos e residentes permanentes legais que viajam para os EUA, segundo consta na página da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil que você pode conferir AQUI!