• Monica Coscarella

Presidente Biden fala em coletiva de imprensa sobre a variante Ômicron

Com a chegada da COVID-19 e, consequentemente, a pandemia, 2020 foi o ano em que o mundo parou. Fronteiras fechadas, as pessoas em quarentena em casa e a incerteza sobre esse novo vírus.

 variante do coronavirus Ômicron
presidente Joe Biden fala em coletiva de imprensa sobre a variante do coronavirus Omicron

Graças a Deus, sobrevivemos e hoje nos vemos vacinados, com fronteiras abertas, viagens compradas e muita esperança no coração que novos tempos melhores virão.

Acontece que recentemente, o tema da variante do coronavírus, Ômicron, voltou à tona e está sendo altamente discutido e falado.

Hoje foi dia de Coletiva de Imprensa e reunimos aqui as informações oficiais divulgadas pela Casa Branca e outros veículos de comunicação.

Coletiva de imprensa na Casa Branca sobre a nova variante do coronavirus Ômicron
Coletiva de imprensa na Casa Branca sobre a nova variante do coronavirus Omicron


Aproveitamos e reunimos aqui todas as informações fresquinhas para você ficar por dentro, e de olho aberto sobre a mutação, transmissão e o impacto que está tendo hoje no mundo.




Variante ômicron, casos identificados em diversos lugares do mundo.
Variante Omicron, casos identificados em diversos lugares do mundo.
Hoje, segundo divulgado, o Canadá confirmou mais um caso da variante ômicron do coronavírus. A nova variante foi detectada em um viajante que retornou recentemente ao país vindo da Nigéria.

Canadá confirmou mais um caso da variante ômicron do coronavírus
Canadá confirmou mais um caso da variante ômicron do coronavírus


No caso da Covid-19, os cientistas até o momento identificaram cinco linhagens que foram especialmente bem-sucedidas nessa evolução. Elas foram batizadas com as letras gregas Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron. Entre os pesquisadores, são chamadas de VOC, da sigla em inglês para “variantes de preocupação”.

O diretor-adjunto da Opas/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde, um braço da Organização Mundial da Saúde), Jarbas Barbosa, afirmou à CNN nesta segunda-feira (29) que “enquanto houver baixa vacinação, o vírus circulará sem controle”.

Segundo ele, a baixa vacinação em alguns dos países mais pobres do mundo é um perigo para toda a população mundial, e isso está relacionado à concentração de vacinas em países desenvolvidos.

Segundo a doutora Angelique Coetzee, que descobriu a variante, a variante Ômicrom responde pelas internações nos hospitais. Inclusive algumas das pessoas infectadas estão sendo tratadas em casa. E a cepa não foi detectada em indivíduos vacinados.

Doutora Angelique Coetzee, que descobriu a variante
Doutora Angelique Coetzee, que descobriu a variante Ômicron


Angelique Coetzee, a médica sul-africana que primeiro identificou a nova variante ômicron do coronavírus, diz que os pacientes infectados até o momento mostram "sintomas extremamente leves" — mas mais tempo ainda é necessário para avaliar o efeito em pessoas vulneráveis.
Ela conta que o primeiro caso foi identificado por volta de 18 de novembro.

Ômicron desencadeia restrições de viagens
Ômicron desencadeia restrições de viagens

A variante ômicron do coronavírus é rara e possui um elevado número de mutações, o que a tornaria altamente transmissível. Por isso está sendo categorizada como variante de preocupação.

Pessoas infectadas  com a variante ômicron apresentam sintomas leves, como dores musculares, cansaço e mal-estar por 1 ou 2 dias, disse a médica sul-africana, Angelique Coetzee, que também é presidente da Sama (Associação Médica da África do Sul na sigla em inglês).

A cepa identificada no dia 26 de novembro de 2021, na África do Sul, também pode causar tosse no hospedeiro, mas até o momento as autoridades do país não registraram sintomas considerados mais perigosos, como a perda de paladar e olfato. As informações são do site Sputnik.

A origem desta nova cepa é atualmente desconhecida, mas os pesquisadores sul-africanos foram os primeiros a anunciar sua descoberta em 25 de novembro. Casos foram relatados naquele dia em Hong Kong e Botswana. Um dia depois, foi a vez de Israel e da Bélgica.

Mutações:
Em 23 de novembro, os pesquisadores descobriram uma nova variante com uma “constelação muito incomum de mutações”. Alguns conhecidos, muitos novos.

Tem “o maior número de mutações que vimos até agora”, explica à AFP, Mosa Moshabela, professor encarregado de pesquisa e inovação da Universidade de KwaZulu-Natal (sudeste da África do Sul). “Alguns já foram vistos em delta e beta, mas outros são desconhecidos e não sabemos como essa combinação de mutações ficará.”

Na proteína espícula, chave para a entrada do vírus no corpo, os pesquisadores observaram mais de 30 mutações, um elemento importante se comparado a outras variantes perigosas.

Transmissão:
A velocidade com que novos casos diários de covid-19 estão aumentando na África do Sul, muitos relacionados ao ômicron, sugere que isso se deve à forte capacidade de transmissão da cepa.

A taxa diária positiva para o coronavírus aumentou rapidamente semana passada, de 3,6% na quarta-feira, para 6,5% na quinta-feira e para 9,1% na sexta-feira, de acordo com dados oficiais.

“Algumas das mutações que vimos no passado permitiram que o vírus se propagasse com mais rapidez e facilidade. Por isso, suspeitamos que essa nova variante se espalhe muito rapidamente”, explica o professor Moshabela.
A transmissão da variante ômicron.
A transmissão da variante ômicron.

Imunidade e vacinas:
A julgar por alguns casos de reinfecções, “muito mais numerosas do que nas ondas anteriores” da pandemia, pode-se pensar que a variante prevalece sobre a imunidade, diz Moshabela com base nos primeiros dados disponíveis.
Isso poderia reduzir a eficácia das vacinas, a um grau que ainda não foi determinado.

Gravidade da doença:
É o grande desconhecido. Passou-se menos de uma semana desde que a variante foi detectada, deixando muito pouco tempo para determinar clinicamente a gravidade dos casos.

Infelizmente, nem sempre podemos prever como a pandemia continuará a evoluir. Mais recentemente, essa foi a nova cepa encontrada, que já bloqueou as viagens de países africanos para os Estados Unidos. Como relata a CNN:

Os principais destinos de viagens, incluindo a União Europeia, Japão, Austrália, Estados Unidos e Canadá, passaram a bloquear voos de países africanos após a descoberta da variante ômicron, ecoando respostas de emergência anteriores que desencadearam um congelamento global nas viagens.

Poucas horas depois de a variante ser detectada, todos os passageiros voando para fora da África ficaram desnorteados. Pedidos de quarentena foram emitidos e centenas de planos de férias e viagens cancelados.

Posicionamento dos Estados Unidos frente aos casos de ômicron:

Joe Biden, atual presidente dos EUA, se posiciona sobre a nova variante
Joe Biden, atual presidente dos EUA, se posiciona sobre a nova variante
“É uma causa de preocupação, mas não de pânico”, disse, em referência à variante ômicron hoje Joe Biden na coletiva de imprensa.

O presidente afirmou que as restrições a voos vindos dos países do sul da África são necessárias para que os EUA tenham tempo para lidar com a variante. As restrições dão tempo, e mais cedo ou mais tarde a ômicron será registrada nos EUA, afirmou ele. Quando isso ocorrer, afirmou, o governo divulgará imediatamente.

Biden lembrou que algumas semanas serão necessárias até que os pesquisadores descubram a efetividade da vacina contra a nova variante, mas tentou manter a tranquilidade da população. “Ela é uma causa de preocupação, não de pânico.

Temos as melhores vacinas, medicamentos e cientistas do mundo e estamos aprendendo mais a cada dia. Vamos lutar contra essa variante com conhecimentos científicos e rapidez, não com o caos e a confusão”, afirmou.

Ele lembrou que a maioria dos casos no país ainda são da variante Delta, contra a qual os norte-americanos “estão lutando”.

“Eu sei que vocês estão cansados de me ouvir falando isso, mas a melhor proteção contra essa nova variante ou contra qualquer outra variante é se vacinar completamente, tomar a dose de reforço também. A maioria dos norte-americanos estão vacinados, mas não tomaram a dose de reforço”, afirmou, lembrando que as doses são gratuitas e distribuídas em mais de 80 mil pontos diferentes.

Ele ressaltou a importância da utilização de máscaras em espaços fechados e em locais abertos quando os cidadãos estiverem acompanhados.

Biden pediu para que as pessoas tomem a dose de reforço contra a Covid-19.
“Se você está vacinado e está preocupado com a variante, vá tomar a sua dose de reforço. Se você não se vacinou, vá tomar a primeira dose”, alertou. O presidente descartou qualquer possibilidade de fazer um lockdown no inverno e ressaltou ações de distribuição de vacinas para outras populações do mundo como “mais uma ferramenta” para proteger os norte-americanos.

Segundo Biden, os EUA vão conseguir afirmar “em algumas semanas” se as vacinas contra o novo coronavírus disponíveis atualmente são eficazes contra a variante Ômicron.
Durante coletiva, Biden ressaltou que a situação atual em relação à pandemia nos EUA é “bem diferente” se comparado com dezembro de 2020, pois há uma grande parcela da população norte-americana vacinada.

“Quase menos de 1% estavam vacinados em 2020, agora temos mais de 71%, assim como 86% dos idosos. No natal passado, as crianças não tinham vacinas. Hoje, mais de 19 milhões de crianças estão vacinadas. Agora temos doses de reforço. São gratuitas. Ainda dá tempo de tomar”, disse.

O Presidente não anunciou mais restrições para conter a disseminação, além da proibição de voos de países africanos já em vigor.

Ao invés disso, Biden incentivou o uso de máscara em lugares fechados e em espaços públicos. Para o presidente americano, com vacinação e uso de máscara não será necessário um lockdown contra a variante ômicron.

“É uma causa de preocupação, mas não de pânico”, disse, em referência à variante ômicron.

Biden pediu que as pessoas tomem a dose de reforço. “Em breve, teremos casos dessa variante aqui nos Estados Unidos, mas precisamos lutar contra ela”, disse.

O presidente descartou qualquer possibilidade de fazer um lockdown no inverno.
“Não acreditamos que será preciso tomar medidas adicionais”. Caso seja necessária uma dose de reforço específica para a ômicron, os EUA vão acelerar o desenvolvimento dessas vacinas.