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Mais de 50 anos depois, a NASA retorna à Lua com a missão Artemis II

Atualizado: há 3 dias

Mais de 50 anos após a histórica missão Apollo 11 Moon Landing, que levou os primeiros astronautas à superfície lunar, um novo passo está sendo dado — agora com tecnologia avançada, uma tripulação diversa e objetivos ainda mais ambiciosos.


Após 50 anos Missão da Nasa volta à Lua
Após 50 anos Missão da Nasa volta à Lua

Depois de ter sido adiada 6x nos últimos anos, a NASA lançou ontem a missão Artemis II, levando 4 astronautas em direção à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos. Veja aqui o momento do lançamento.


A expedição, que deve durar cerca de 10 dias, não terá pouso na Lua. O momento mais aguardado deve ocorrer na próxima segunda-feira, quando a cápsula voar atrás do lado oculto da Lua, que não conseguimos avistar aqui da Terra.


Mas por que voltar para lá agora? 🌒 


Depois de Neil Armstrong ter pisado na Lua, parecia que a corrida espacial estava ganha pelos americanos e um novo investimento não se justificava. Agora, contudo, os EUA e a China competem para repetir essa conquista.

O objetivo desta vez é ficar por mais tempo do que uma “mera passagem”. O foco é usar a Lua como campo de testes e base de preparação para aprender a sobreviver fora da Terra antes de um projeto muito mais ambicioso: viajar para Marte, que fica 200x mais longe.


  • A sequência de missões Artemis, que devem custar mais de US$ 100 bilhões, têm ainda como objetivo explorar recursos como hélio-3, que será utilizado em usinas de fusão nuclear, e expandir a possibilidade de construir uma base lunar permanente — grande objetivo do governo Trump.


Recentemente, a NASA reformulou o cronograma do Artemis, transferindo o Artemis III de um pouso lunar para um voo de teste. O próximo pouso tripulado na Lua está agora planejado para o Artemis IV, em 2028.


O retorno à Lua não é apenas simbólico. Ele representa uma nova era da exploração espacial, liderada pelo programa Artemis Program, que pretende não só levar humanos de volta ao solo lunar, mas também estabelecer presença sustentável e preparar o caminho para futuras missões a Marte.


Diferente das missões do passado, o momento atual carrega um significado ainda mais profundo: inovação, inclusão e cooperação internacional estão no centro dessa nova jornada.


Mais do que voltar, a humanidade quer permanecer, explorar e evoluir.


A decolagem está prevista para hoje à 19h24 (horário de Brasília), a partir do Kennedy Space Center, na Flórida, utilizando o foguete Space Launch System — o mais potente já desenvolvido pela agência — em conjunto com a cápsula Orion, projetada para levar astronautas ao espaço profundo.


Mais do que um novo lançamento, a Artemis II representa o primeiro voo tripulado a orbitar a Lua em mais de cinco décadas. A última missão com esse alcance foi a Apollo 17, em 1972. Passados 53 anos, desde então, nenhum astronauta ultrapassou a órbita baixa da Terra, o que transforma essa missão em um verdadeiro divisor de águas na retomada da exploração espacial.


A bordo estarão quatro astronautas que simbolizam uma nova era para a NASA. Reid Wiseman assume o comando da missão, ao lado de Victor Glover, que se tornará o primeiro homem negro a participar de uma missão lunar; Christina Koch, a primeira mulher a integrar esse tipo de voo; e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, ampliando a presença internacional no programa. A composição da tripulação reflete não apenas avanços tecnológicos, mas também um novo posicionamento da exploração espacial — mais diverso, colaborativo e global.


Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen

Diferente do que muitos imaginam, a Artemis II não tem como objetivo pousar na Lua. Esta missão será responsável por testar, em condições reais, todos os sistemas da nave Orion com tripulação a bordo. Isso inclui navegação em espaço profundo, comunicação a longas distâncias, suporte à vida e desempenho da espaçonave em uma trajetória que levará os astronautas a contornar a Lua antes de retornar à Terra. A missão deve durar cerca de 10 dias e é considerada fundamental para validar as próximas etapas do programa.


A definição da data de lançamento está diretamente ligada ao alinhamento entre a Terra e a Lua, fator essencial para garantir segurança e precisão na trajetória. Como em toda missão desse porte, condições climáticas ou ajustes técnicos podem levar a alterações dentro das janelas disponíveis.


A Artemis II faz parte de um plano ainda mais ambicioso. A NASA pretende levar humanos novamente à superfície lunar a partir de 2028, com o objetivo de estabelecer uma presença sustentável no satélite. A construção de estruturas na Lua deverá servir como base para pesquisas científicas e como ponto estratégico para futuras missões ainda mais desafiadoras, incluindo viagens tripuladas a Marte.


Mais do que um avanço tecnológico, a Artemis II marca o início de uma nova fase da exploração espacial — em que as missões deixam de ser pontuais e passam a fazer parte de uma estratégia contínua, voltada para expandir os limites da presença humana no universo.


Lançamento ao vivo assista aqui: NASA

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